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AGNTCon + MCPCon Europe destaca nova infraestrutura para agentes de IA com foco em segurança e escalabilidade

AGNTCon + MCPCon Europe destaca nova infraestrutura para agentes de IA com foco em segurança e escalabilidade

Palestra da Solo.io mostra como empresas começam a preparar ambientes dedicados para que agentes de inteligência artificial executem tarefas de forma segura e aponta aplicações


A evolução da inteligência artificial começa a abrir espaço para uma nova geração de aplicações nas empresas. Em vez de operar apenas como assistentes executados nos computadores dos usuários, os agentes de IA passam a ser projetados para atuar em infraestruturas compartilhadas, capazes de executar tarefas de forma segura, escalável e com controle sobre todas as suas ações. O conceito foi apresentado durante uma das palestras do AGNTCon + MCPCon Europe, realizado no RAI Amsterdam, na Holanda, e indica um caminho que pode impactar diversos setores, incluindo o de rádio e televisão. A cobertura especial do AGNTCon + MCPCon Europe tem o apoio da beAudio e do tudoradio.com, realizada pela Mentoria Cristiano Stuani.

A palestra Agents as Actors: Harnessing the Power of Agentic Infrastructure foi conduzida por Idit Levine, fundadora e CEO da Solo.io, e por Keith Babo, Chief Product Officer da empresa. Os executivos defenderam que a próxima etapa da inteligência artificial passa pela criação de uma infraestrutura própria para agentes, permitindo que eles executem tarefas em ambientes corporativos com mais segurança, eficiência e rastreabilidade.

A apresentação teve como ponto de partida a evolução de ferramentas como Claude Code, Codex e outras plataformas capazes de integrar modelos de inteligência artificial a ferramentas, plugins, skills e servidores baseados no Model Context Protocol (MCP). Atualmente, muitas dessas soluções funcionam no ambiente local do usuário, utilizando arquivos e aplicativos do próprio computador. A proposta apresentada pela Solo.io consiste em levar esses agentes para uma infraestrutura compartilhada, preparada para atender equipes e empresas inteiras.

Um dos principais destaques foi o Agent Substrate, uma camada open source desenvolvida para executar agentes de IA sobre Kubernetes. Nesse modelo, cada agente funciona como um "ator", utilizando recursos computacionais apenas enquanto realiza determinada atividade. Quando a tarefa termina, seu estado é preservado, os recursos são liberados e o agente pode ser restaurado posteriormente, retomando o trabalho exatamente do ponto onde havia parado.

Segundo os palestrantes, essa arquitetura reduz custos operacionais, acelera a inicialização das tarefas e permite que um grande número de agentes compartilhe a mesma infraestrutura sem desperdício de recursos computacionais.

Outro ponto de destaque foi a segurança. Cada agente opera em um ambiente isolado, impedindo que falhas, códigos maliciosos ou ações não autorizadas comprometam outros sistemas da organização. Essa abordagem busca atender uma das principais preocupações das empresas que começam a incorporar agentes de inteligência artificial aos seus processos.

Outras camadas complementam essa infraestrutura. O kagent realiza o gerenciamento e a implantação dos agentes, enquanto o agentgateway controla a comunicação com modelos de IA, ferramentas externas e servidores MCP. Esse gateway também permite implementar autenticação, autorização, políticas de acesso, observabilidade e gerenciamento de credenciais.

Na prática, a arquitetura permite identificar qual agente executou determinada ação, em nome de qual usuário, quais ferramentas foram utilizadas e quais informações foram acessadas. Esse tipo de rastreabilidade tende a ganhar importância à medida que os agentes deixam de apenas responder perguntas e passam a executar atividades diretamente em sistemas corporativos.

Aplicações para rádio e televisão

Os conceitos apresentados durante a palestra têm potencial para transformar diversos fluxos de trabalho em emissoras de rádio e televisão, especialmente aqueles que dependem da circulação constante de informações entre diferentes equipes, plataformas e sistemas.

Entre os exemplos está a utilização de agentes capazes de acompanhar fontes previamente autorizadas, organizar pautas e alertar automaticamente as redações sobre acontecimentos relevantes. Outros poderiam identificar os principais trechos de entrevistas, produzir sugestões de chamadas, títulos e descrições para publicação digital, mantendo sempre a revisão humana antes da divulgação do conteúdo.

Em uma emissora musical, agentes também poderiam monitorar continuamente a programação e relacionar a execução de músicas e conteúdos com seu desempenho nas plataformas de streaming, gerando análises periódicas sobre a performance de cada faixa, programa ou ação promocional.

Outra possibilidade envolve a operação técnica. Agentes poderiam acompanhar níveis de áudio, interrupções de sinal, falhas de transmissão ou atrasos na distribuição digital, acionando automaticamente as equipes responsáveis sempre que fosse detectada alguma anormalidade.

Um dos aspectos mais relevantes dessa arquitetura está justamente no controle das permissões. Cada agente executaria apenas as tarefas para as quais foi autorizado, mantendo um histórico completo de suas ações. Assim, um agente responsável por transcrições não teria permissão para publicar notícias; um agente dedicado ao monitoramento técnico não poderia alterar conteúdos editoriais; e a decisão final continuaria sempre sob responsabilidade de um profissional.

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Cristiano Stuani

Cristiano Stuani

  • Cristiano Stuani – Formado em Administração com Pós em Planejamento e Gerenciamento Estratégico, Professor Universitário e com vasta experiência em Marketing, Artístico e Digital em diversas rádios do Paraná e São Paulo, incluindo a coordenação da 98 FM de Curitiba e gestão artística da Massa FM em São Paulo, Curitiba, Maringá e Londrina. Como Head de Digital do Grupo Massa de Comunicação, liderou estratégias de digital em TVs, rádios e portais, enquanto continua sua formação em Inteligência Artificial e atuando como consultor para emissoras de rádio e coordenador do PDA - Programa de Desenvolvimento Acaert. (Cursos profissionalizantes para associados de Santa Catarina). LinkedIn
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