Não perca as borboletas
Nada disso.
Não que isso não seja importante, mas as borboletas que eu quero falar aqui são outras.
Estive na Avenida Paulista ontem depois de uma reunião importante e achei engraçado ter essa sensação: o coração acelerado, a ansiedade batendo. Já senti as mesmas coisas nesse mesmo lugar quando comecei a trabalhar na Metropolitana há 22 anos. Eu entrava às duas da manhã, no meu primeiro dia de trabalho eu cheguei às dez da noite e toda vez que estou na Avenida Paulista de noite eu lembro desse mesmo dia. Era a minha estreia numa rádio de São Paulo, fiquei ansioso, andando o tempo todo pra lá e pra cá diante das luzes da cidade. Acho importante lembrar com carinho de quem a gente é, do caminho que a gente trilhou e dos parceiros que encontramos.
Mantenho esses princípios.
E tenho também um conselho pra você: nunca perca as borboletas.
Isso eu digo principalmente pra quem tá cansado, pra quem sente que o mercado virou um marasmo, que a profissão não vale a pena. Se reinvente, faça outra coisa: busque alimentar de novo as borboletas da sua barriga. Por mais que o tempo passe, é fundamental encontrar o que te motive e faça o seu tempo, o seu trabalho e o seu esforço valer a pena. Encontre as suas borboletas.